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Mas você vai lembrar de mim. Quando o timbre de alguma voz parecer o meu, ou quando alguém repetir tantas vezes o seu nome como eu gostava de fazer, você vai lembrar. Quando olhar para o relógio e ver que é exatamente o horário em que eu costumava te procurar, seu coração vai doer, porque você vai desejar mais do que tudo esquecer. Quando se deitar e olhar o teto vai sentir falta do calor do telefone no seu ouvido me ouvindo falar sem parar. Sentirá minha falta em tudo o que for pequeno, nos mínimos detalhes, perderá as forças quando alguém te dizer aquela palavra que levará teus pensamentos diretamente aos meus, nas músicas que eu cantava pra você, no rouco da minha voz. E os beijos de qualquer outra pessoa te farão desejar ainda mais ter de volta os meus. Quando reclamar do frio, não encontrará ninguém que te esquente tão bem quanto eu. E você vai sentir minha falta. Por favor, diga que sim. Diz que não é só comigo. Promete que quando a nossa música tocar pelas rádios você desligará o som porque além de não gostar da música, seu coração doeu. - Casebre.  (via romanceavel)
Eu só queria que você me ligasse pra dizer que o mar é feito de lágrimas de saudades suas. - Gabito Nunes  (via sou-inseguro)
Ele me irrita, me excita, me enlouquece. Ele é o problema e a solução. Não gosto de meio termo nem de coisas pela metade mas antes esse meio termo do que nenhum termo. - Importunos. (via importunos)
Quero alguém pra apertar na hora do aperto. - Johnny. (via o-teimoso)
Não me importo mais com a opinião das pessoas sobre mim, tudo o que faço é problema meu, e as consequências são minhas, então devem calar a boca e respeitar minhas escolhas, porque se eu precisasse de palpites eu frequentava uma cartomante. - A Última Cartada.    (via n-o-v-o-h-e-r-o-i)
Você confia numa fogueira até ela te queimar. - Johnny. (via o-teimoso)
Ás vezes você acha bondade no meio do inferno. - Bukowski.  (via desembarcou)
Só sei ser sua. - Ana Oliveira   (via strengthener)
Se eu acordo grave demais dum sonho que parece super real, e abraço o travesseiro esperando compreensão porque ainda não me decidi se quero ou não continuar na história, fico triste pelo resto do dia. Não há luz solar, filme, café, livro, desenho, música, piada, desgraça, cachorro, abraço, que me faça levantar de novo os olhos e que me faça reerguer acima da auréola e dos problemas, o corpo que é tão pesado que sequer flutua. Eu escrevo vários textos pra tentar suprir o desatino, o azedume, o buraco que fica depois do nó. Mas saem umas coisas muito comuns, chatas, que todo mundo já viu, que a literatura toda já fez questão de mostrar, que é mais apta a ficar no diário que é destruído, que é mais uma poesia sem rima nada parecida com as do pessoa, que é mais como um socorro socorro socorro que ninguém escutou porque havia barulho demais no mundo, quando eu me afundei muito depressa e a terra comemorava a vida que era tão bonita tão bonita tão bonita. Me pegar um pouco contraído, nunca descontraído, encolhido, abafado, sobrepondo os dedos um no outro na mão rígida e macia: torce aqui, torce ali, como quem não tem pra onde correr, como quem que não tem salvação. E logo depois a liberdade da mão, os dedos distantes o suficiente um do outro pra darem falsas esperanças. É metáfora. Não das melhores, porque se eu pudesse usar alguma coisa mais digna, me esconderia dentro do banheiro escuro e molhado por horas inacabáveis, até que me aparecesse uma alma cintilante na porta, me puxasse pro piso menos frio e áspero do caminho entre o quarto e a sala, me contasse que já haviam se passado milhões e milhões de anos e que a humanidade já havia desistido de tudo, e que os extraterrestres já haviam chegado ao nosso planeta, e que não possuíam cabeças gigantes nem corpos gigantes nem pernas gigantes, mas apenas corações gigantes, e que eles, por amarem demais, haviam me deixado ali por tempos e tempos suficientes, até que eu me encontrasse dentro do meu mais íntimo, só pra depois restituírem alguma pessoa física completamente interessante, mágica, simpática, pra me expurgar dali, pra me colocar de novo em união com o que se construía, pra me entenderem no mais completo entendimento em relação ao que havia me destruído tão forte e ríspido, pra me colocarem num lugar calmo e fazer com que, de novo, eu e mais alguma outra forma incrível e dotada de muita tecnologia, pudéssemos reconstruir as pessoas que já haviam sido deixadas pra trás por anos e anos e anos e anos e anos. Por enquanto, sofro. Vários perdões, pedidos, náuseas, quereres, que preciso mais que tudo completar, que não serão completados por um ou outro motivo. Ainda nesses dias, imploro. Por uma tentativa mais desnaturada, louca, que me surpreenda, de chegar a algum lugar bonito e diferente, de me sentir observado por um olho liquefeito de quem chora toda hora, de me sentir tocado por uma pele que parece terra quando chove, e de concluir na nuca pela primeira vez na vida uma barba cerrada que é tão antiga, e que mesmo assim nunca havia me perfurado antes, por ter receio demais de se prender pra sempre num amor que é tão brando, tão brando, tão brando, que quase ultrapassa lógica. - Circos. (via segredou)







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